Quando em 2002 assumi a liderança do Concelho de Alandroal, sabia que faltavam todas as infra-estruturas necessárias a uma vida moderna, onde os equipamentos destinados à saúde, ao lazer e à cultura, se assumem como factores determinantes para a fixação de pessoas.
Foi por isso que logo no primeiro mandato, promovemos a construção do novo Centro de Saúde, do Complexo de Piscinas e do Fórum Cultural Transfronteiriço.
Paralelamente, era necessário criar condições favoráveis à fixação e desenvolvimento do sector empresarial promovendo por essa via a criação de emprego, o que levámos a cabo através da conclusão da II Fase da Zona Industrial de Alandroal, devidamente infra-estruturada, com a venda dos lotes a preços atractivos para os empresários.
Os lotes estão quase todos vendidos, alguns com as empresas já a funcionar e se não fosse a crise internacional que entretanto se instalou, provavelmente a quase totalidade estaria a laborar ou em vias disso.
A par destes empreendimentos lançámos vários programas nas áreas onde sabíamos que havia e há mais carências.
Foi assim que surgiu o Cartão Social do Munícipe Idoso, o Cartão do Jovem Munícipe e as Bolsas de Estudo para os Estudantes do Ensino Superior.
As pessoas nestas condições estão já há vários anos a usufruir destes apoios mas, em especial no caso dos jovens, esses programas terão que ser reforçados numa perspectiva de apoio à integração na vida activa, incluindo a via do empreendedorismo jovem.
Neste quadro e nas condições difíceis que enfrentamos, senti que era necessário estar disponível para novo mandato, consolidando este projecto e deixando aos meus sucessores um Concelho no caminho do desenvolvimento.
E, para consolidar o caminho do desenvolvimento e da modernização, não basta terminar as obras em curso, ou mesmo construir aquelas que já estão em projecto.
Estando o Concelho a entrar numa fase em que as infra-estruturas mais importantes estão concluídas, teremos que dar o passo seguimento onde a aposta terá que ser maior no reforço da intervenção dos cidadãos.
Para isso, é necessário criar mecanismos que reforcem a intervenção dos cidadãos na própria gestão dos assuntos públicos e das opções estratégicas que temos que tomar, fazendo uma caminhada segura no sentido da participação dos munícipes, das instituições e das empresas, na vida do Município.
Este novo paradigma de gestão, onde a participação dos cidadãos e das instituições privadas representam um papel fundamental, começou já aquando da elaboração do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Concelho onde, de forma clara, ficou expressa a necessidade que temos de implementar um modelo adequado às nossas necessidades e capaz de criar condições para atrair investimento privado.
Dessa participação dos cidadãos e dos representantes das instituições, ficou claro o entendimento comum sobre as estratégias que já vínhamos adoptando, não restando dúvidas de que o modelo de desenvolvimento para o concelho de Alandroal tem que ser sustentado, de forma a não colocar em risco a grande riqueza ambiental e cultural que possuímos e que terá que ser o motor de arranque para uma indústria turística de qualidade.
Não temos dúvidas de que no nosso horizonte, encontramos a actividade turística como principal motor do desenvolvimento.
Outra vertente onde também terá que haver concertação de esforços é no apoio a uma agricultura de média dimensão, assente em produtos de qualidade e apostando na inovação.
Há exemplos de sucesso no Concelho mas, será necessário encontrar as sinergias necessárias para consolidar e desenvolver esta área.
Reunidas as condições anteriores é possível sustentar uma indústria de pequena e média dimensão, que responda às necessidades locais e regionais de bens e serviços.
Este é o desafio que temos que vencer e vencê-lo-emos.
Neste novo paradigma existe outro eixo fundamental: - É urgente dar corpo ao processo de regionalização!
As relações com o Governo têm sido boas e profícuas. Sem o apoio do Governo não teria sido possível realizar as obras e os programas sociais que estão no terreno.
Todavia, o mesmo já não acontece com a Administração Central no seu conjunto. Demasiadas vezes, é mais fácil encontrar consensos com o Governo do que encontrar depois nos órgãos regionais a compreensão e o equilíbrio necessário para uma eficaz gestão e acompanhamento dos acordos estabelecidos.
É um sentimento comum à generalidade dos Autarcas que as potencialidades e os benefícios dos acordos celebrados entre o poder autárquico e o poder central, perdem demasiadas vezes eficácia e oportunidade, devido a um certo «fundamentalismo» e diversidade de critérios.
É por isso fundamental criar os consensos necessários para proceder à Regionalização. Só a regionalização permitirá dotar as regiões de poder nas decisões e no controlo das orientações políticas e opções estratégicas.
Ao garantir a eficácia dos projectos de âmbito regional estamos a promover o desenvolvimento integrado do nosso país e o interesse das populações assim o exige.
São estas algumas das questões de fundo que me motivam a continuar por mais 4 anos, com o espírito de quem pretende transmitir a experiência acumulada e deixar daqui a quatro anos, os destinos do Concelho entregue a pessoas mais jovens mas com a experiência e formação suficientes para promover uma gestão adequada às necessidades das novas gerações.
Estes princípios são a minha motivação e aqui faço um apelo a si, que me está a ler, para que se junte à nossa equipa e nos acompanhe nesta batalha pela modernização em prol do futuro dos nossos filhos e dos nossos netos.