EXTRACTO DA ENTREVISTA A JOÃO NABAIS, CANDIDATO À CÂMARA MUNICIPAL DE ALANDROAL, AO JORNAL ACÇÃO SOCIALISTA REALIZADA EM 30 DE JULHO DE 2009
Empenhado em conduzir o Alandroal pelos caminhos do progresso, João Nabais quer consolidar a sua obra no concelho, disponibilizando-se por isso para um novo mandato autárquico à frente da câmara. Em entrevista ao “Acção Socialista”, o candidato do PS fala sobre as metas alcançadas nestes últimos quatro anos e aponta os grandes desafios que perspectiva para o Alandroal no sentido de atingir uma cultura de modernidade e de desenvolvimento integrado.
Acção Socialista (AS) - Qual o sentido político que se pode extrair do facto de se disponibilizar para um novo mandato à frente da Câmara do Alandroal?
João Nabais (JN) - Quando em 2002 assumi a liderança do concelho de Alandroal, sabia que faltavam todas as infra-estruturas necessárias a uma vida moderna, onde os equipamentos destinados à saúde, ao lazer e à cultura, se assumem como factores determinantes para a fixação de pessoas. É assim que, logo no primeiro mandato, promovemos a construção do novo Centro de Saúde, um complexo de piscinas e um Fórum Cultural Transfronteiriço.
Paralelamente era necessário criar condições favoráveis à fixação e desenvolvimento do sector empresarial, promovendo por essa via a criação de emprego, o que levámos a cabo através de uma segunda fase da Zona Industrial de Alandroal devidamente infra-estruturada e com a venda de lotes a preços especiais.
A par destes empreendimentos, lançámos vários programas nas áreas de maior fragilidade (educação, juventude e idosos), estando muitos destes programas por consolidar.
Neste quadro e nas condições difíceis que enfrentamos, senti que era necessário estar disponível para um novo mandato para consolidar este projecto e deixar o Alandroal no caminho do desenvolvimento.
AS - No quadro do distrito de Évora, como analisa a inserção do seu concelho?
JN - O Alandroal era, até há oito anos atrás, referenciado como “o concelho mais deprimido da União Europeia”.
Prometemos inverter essa situação e passados estes anos é com muito orgulho e satisfação que observamos a extinção desse anátema.
Essa conquista reflecte-se na posição que o município assume hoje em todas as instituições locais, regionais ou nacionais em que está inserido, onde é respeitado como parceiro credível e responsável. Como é evidente, continuamos a ser um município com um baixo índice de desenvolvimento e temos que inverter essa situação.
Todavia, a dinâmica social e cultural, assim como a utilização das novas tecnologias da informação, ultrapassa já a média do distrito.
Somos também um parceiro muito activo em todos os projectos regionais. Como testemunho da nossa dinâmica no contexto distrital, estamos neste momento a terminar o período experimental de um projecto que vai permitir ao município disponibilizar aos seus munícipes acesso Internet em Wireless, para todas as vilas e aldeias do concelho.
AS - Que obra ou obras realizadas ao longo do seu mandato destacaria como emblemáticas?
JN - Conforme está expresso na resposta inicial, as obras que considero emblemáticas porque sendo estruturantes, são também as que respondem a necessidades efectivas da população.
Neste contexto e como é óbvio, destaco o Centro de Saúde, as piscinas municipais, o Fórum Cultural Transfronteiriço, a remodelação e ampliação do edifico sede do município, a requalificação do Rossio do Arquiz e as novas instalações da EBI123 de Alandroal, que são infra-estruturas já em funcionamento e com resultados importantes no aumento da qualidade de vida da população.
No caso do Centro de Saúde e da escola, sendo empreendimentos da Administração Central, o município assumiu um papel decisivo na sua concretização, suportando mesmo um elevado encargo financeiro para que o pavilhão gimnodesportivo tenha dimensão e equipamento para promover a prática desportiva e servir toda a população.
Outras obras de requalificação de equipamentos e espaços urbanos do concelho têm sido levadas a cabo ou estão em execução, dos quais destaco os projectos da nova Biblioteca Municipal, em fase de conclusão, e um novo Centro Escolar em Santiago Maior, em fase arranque.
AS - Quais são os novos desafios que, no seu entender, se avistam no horizonte deste concelho e dos munícipes? Como perspectiva o Alandroal no século XXI?
JN - Eu diria que os novos desafios são os actuais, isto é; assentam na necessidade que temos de implementar um modelo de desenvolvimento adequado às nossas necessidades e capaz de criar condições para atrair investimento privado.
Não temos dúvidas de que esse modelo de desenvolvimento tem que ser sustentado, de forma a não colocar em risco a grande riqueza ambiental e cultural que possuímos e que terá que ser o motor de arranque para uma indústria turística de qualidade.
Não temos dúvidas de que no nosso horizonte, encontramos a actividade turística como principal motor do desenvolvimento.
Outra vertente é a agricultura de média dimensão, assente em produtos de qualidade e apostando na inovação. Há exemplos de sucesso no concelho mas, será necessário encontrar as sinergias necessárias para consolidar e desenvolver esta área.
Reunidas as condições anteriores, é possível sustentar uma indústria de pequena e média dimensão, que responda às necessidades locais e regionais de bens e serviços.
Este é o desafio que temos que vencer e vencê-lo-emos.
Para tal muito recentemente ficou concluído o Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Concelho de Alandroal, que delineia as melhores opções/cenários de desenvolvimento do concelho até 2025.
AS - Trace-nos os principais pontos do seu programa eleitoral?
JN - Sem qualquer resquício de pretensiosismo, podemos afirmar que estão lançadas as bases fundamentais para um futuro mais risonho para este Concelho.
Achamos que o Alandroal está no rumo certo!
Mas, temos consciência que um Projecto arrojado como este, não se esgota em quatro, oito, doze ou possivelmente mais anos.
Por isso é necessário garantir a continuidade do projecto que está implantado, tem resultados, mas necessita de consolidação.
Com uma equipa renovada e dinâmica, considero estarem criadas de forma irreversível as condições para continuarmos a trabalhar em prol de oito vectores muito importantes: o Desenvolvimento Económico e Emprego, a Habitação e Acessibilidades; a Educação e Cultura; as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação; a Juventude e Desporto; o Turismo e Património; o Ambiente e Qualidade de Vida e a Acção Social e Saúde.
Ainda não desistimos de manter o rumo no caminho de uma cultura de modernidade e desenvolvimento integrado, onde a qualidade de vida seja motivo de fixação da população jovem e atractivo de novas famílias.
Leia na íntegra em http://www.accaosocialista.net |